O impacto positivo da IA no ambiente corporativo

O investimento das empresas em soluções tecnológicas é uma prática que garante uma vantagem competitiva e atrai muitos tubarões para o seu negócio.

O impacto positivo da IA no ambiente corporativo

O investimento das empresas em soluções tecnológicas é uma prática que garante uma vantagem competitiva e atrai muitos tubarões para o seu negócio.

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Camila Farani

10 de dezembro • 5 min

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Camila Farani

10 de dez • 5 min

Sabemos que a Inteligência Artificial (IA) está presente no dia a dia e na rotina das pessoas aplicada a áreas como medicina, segurança, transporte, alimentação, entretenimento, mercado de trabalho, eletrodomésticos inteligentes, entre outros. É ela que possibilita o ajuste das máquinas de acordo com as experiências e entradas de dados, além de performar tarefas como seres humanos.

Com a utilização dessa tecnologia, a inserção das empresas no ambiente digital ganhou uma nova dimensão, trazendo benefícios constantes às organizações e possibilidades nunca antes exploradas. Não é à toa que muitas empresas estão se inserindo neste novo normal e garantindo as vantagens da IA em seus negócios, como por exemplo:

  1. Automatização da aprendizagem repetitiva e a descoberta a partir dos dados;
  2. Adição de inteligência em produtos e serviços existentes ; 
  3. Adaptação através de algoritmos de aprendizagem progressiva; 
  4. Análise de dados em maior profundidade; 
  5. Maior precisão;
  6. Obtenção do máximo de dados possível.

Soluções tecnológicas e o novo comportamento de mercado na área de saúde

O volume de startups usando IA está crescendo no Brasil e no mundo. Por aqui, entre os setores que mais exploram essa tecnologia estão a Saúde e Tecnologia (12,5%), RH (10%), agricultura (9,6%) e indústria 4.0 (9,6%), segundo dados divulgados por um estudo realizado pela Distrito, em 2021. 

Universidades internacionais e empresas já estão desenvolvendo, por exemplo, seus próprios sistemas de inteligência artificial para apontar riscos de sepse. Nos Estados Unidos, o hospital Augusta Health e a ONG Sentara Healthcare, no estado da Virgínia, o Duke University Hospital, na Carolina do Norte, e a Universidade Johns Hopkins, em Maryland, já trabalham com esse tipo de soluções. O mesmo acontece no Imperial College London, no Reino Unido. Aqui no Brasil, temos o case do Robô Laura, que falarei mais adiante.

Todos esses hospitais apresentam soluções tecnológicas desenvolvidas por healthtechs e mostram resultados positivos, tais como:

– Melhoria de até 85% nos processos operacionais dos hospitais

– Melhor controle da gestão de risco

– Maior participação dos médicos na gestão do cuidado do paciente, em vez de somente atuar na gestão da crise

– Redução da mortalidade geral em 25%

– Média de redução de 7 horas no tempo de internação dos pacientes

– Economia e maior lucratividade para os hospitais

Laura: startup pioneira na implementação de IA em hospitais do Brasil

A startup Laura, empresa que faz parte do ecossistema Camila Farani e da qual tenho orgulho de ser investidora, é um case de sucesso como healthtech. Ela atende mais de 40 instituições com sua inteligência artificial e já monitorou cerca de 2,5 milhões de pacientes apenas no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR). A instituição foi a primeira do Brasil a utilizar a inteligência artificial desenvolvida por Fressatto e já ajudou no tratamento de mais de 12 mil pacientes.

Desde 2016, a healthtech identificou necessidades de otimização em ambientes hospitalares pelo caminho do universo digital. A partir dessa observação, começou a implementar as suas soluções tecnológicas que ajudam médicos e enfermeiros a gerenciar o fluxo de atendimento dos pacientes internados, através de uma análise de dados de prontuários e exames. Laura é capaz de destacar e apresentar à equipe médica quais são os pacientes que precisam ser priorizados no atendimento. Sua tecnologia já analisou mais de 10,7 milhões de atendimentos hospitalares.

Além de contribuir para a redução de internação e identificar prioridades de atendimento, a healthtech ajuda na redução da taxa de mortalidade em hospitais e apresenta um percentual de 25% de queda em mortes dos hospitais clientes, ajudando a combater casos de sepse na área da saúde, que é a causa de 65% de mortes nas UTIs do Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) constatou que mais de 230 mil pessoas morrem por ano em consequência da sepse.

Investimento previsto para startups de IA

Segundo dados divulgados por um estudo realizado pela Distrito, a receita cumulativa prevista para ocorrer em startups de IA até 2025 é motivadora. De acordo com a pesquisa, o investimento em dólares passa da casa dos bilhões e pode ocorrer da seguinte forma:

– Reconhecimento de imagem e classificação: $8,097.9M

– Melhoria de desempenho por algoritmos: $7,540.5M

– Processamento eficiente e escalável de dados de paciente: $7,366.4M

– Manutenção preditiva: $4,680.3M

– Identificação de objetos, detecção, classificação, rastreamento: $4,201.0M

– Consulta de imagens: $3,714.1M

– Detecção automatizada de recursos geofísicos: $3,655.5M

– Distribuição de conteúdo nas mídias sociais: $3,566.6M

– Detecção e classificação de objetos-evasão e navegação: $3,169.8M

– Prevenção contra ameaças de segurança: $2,472.6M

Ou seja, é imprescindível que o seu negócio esteja adaptado às mudanças do mercado, principalmente diante da transformação digital que o mundo está vivendo. Aproveite para nadar dentro de um oceano azul de oportunidades.

A reflexão que fica para cada empreendedor é: como eu posso utilizar a IA dentro do meu negócio? Com essa resposta, você vai conseguir identificar possíveis oportunidades e se movimentar de acordo com a necessidade do seu mercado. 

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