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Blog da Camila Farani

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Cada vez mais plataformas

Já ouviu falar desse termo? Se ainda não é bom você começar a se acostumar com a ideia de que essa já é a nova lógica nas organizações, caso você queira sobreviver nos próximos anos. Esse termo foi criado por Salim Ismail, diretor executivo e embaixador mundial da Singularity University, para diferenciar empresas com alto poder de crescimento das ditas tradicionais. Organizações exponenciais desenvolvem soluções pelo menos 10 vezes melhores, mais rápidas e de menor custo. Então uma startup é exponencial? A princípio sim, porque ela possui isso no seu DNA. Mas nem todas conseguem ter uma escalabilidade à altura de uma organização exponencial, e são essas que aparecem no topo dos rankings de faturamento. Como “beber dessa fonte”? O que elas fazem de diferente? E como posso aplicar isso na minha empresa?

A questão é que os rápidos avanços tecnológicos que estão mudando diversos setores da economia exigem rápidas respostas. Trata-se de um caminho sem volta. É preciso que aconteça a transição do conceito linear para o exponencial. Se formos analisar, toda nossa vida foi calcada em modelos lineares. Nossa educação formal e nosso senso de administração nos moldaram para fazer associações lineares, mas os dados hoje são exponenciais. A verdade é que a cada dia nos tornamos mais dominados pela informação. O único caminho para respondermos a esse novo modelo é transformar a forma como as pessoas processam as informações.

Vivemos a era das plataformas digitais. A primeira lição que podemos aprender com as organizações exponenciais é: “não seja uma empresa, torne-se uma plataforma”. Vamos lembrar do caso da Nokia que era tida como fabricante dos mais eficientes celulares no ínicio dos anos 2000. A empresa finlandesa, dois meses após o iPhone, comprou a Navteq, empresa de navegação por mapas, que gerava informações baseada na coleta de dados por sensores. Foi uma aquisição de US$ 8 bilhões. Na verdade, ela fez esse movimento pensando na concorrência com a Apple e o Google Maps. Porém, no mesmo ano, surgia em Israel uma empresa chamada Waze. Por não depender de sensores físicos, podia crescer de forma exponencial porque usou a tecnologia de forma disruptiva. Não dependia de altos investimentos para performar. A indústria de smartphones estava passando por uma transformação radical e a Nokia não respondeu a tempo. Já era tarde. Em 2013, o gigante Google comprou o Waze por US$ 1,1 bilhão, e acumulou mais um serviço no seu modelo “plataforma”.

Além de provocar essa mudança no modelo de negócio e na “lente estratégica” das empresas, existem alguns passos importantes para se preparar para a era exponencial:

1- Liderança mais colaborativa
Organizações exponenciais possuem um formato de liderança mais colaborativa e aberta. Estimule a troca de ideias entre os setores. Faça com que todos participem da estratégia e tomadas de decisão.

2- A revolução acontece fora da empresa
Empresas exponenciais inovam olhando para tendências for a do seu negócio principal. As estruturas organizacionais tradicionais impedem as empresas de inovarem de forma disruptiva. Grandes iniciativas acabam sendo bloqueadas. Portanto, invista em negócios nascentes no mercado.

3- Use a lógica dos sprints exponenciais
Não existe um MBA que te ensine a criar um Netflix, mas a Singularity University criou uma metodologia chamada EXO Sprint, com duração de 10 semanas para concepção e aceleração de iniciativas exponenciais.

4- Crie mecanismos para a adoção de ideias
O Google, por exemplo, possui um programa interno de intraempreendedorismo que estimula os funcionários a criarem novos produtos e serviços. O Google Chrome surgiu nesse ambiente. Ninguém melhor do que seus colaboradores conhecem a empresa e poderão inovar.

5- Seleção de talentos
No futuro, os nomes dos cargos se resumirão a “solucionador de problemas criativo e adaptável”. Cada vez mais, pessoas serão contratadas baseadas na sua adaptabilidade. Para manter um negócio inovador, é preciso antes de tudo contar com um time engajado e colaboradores com uma identificação forte com a cultura e clima da empresa.

Por fim, provocar essa “virada de chave”, em um mundo que já funciona de forma exponencial, está longe de ser simples. Principalmente, porque cada organismo organizacional é distinto do outro. O que funciona para mim, pode não ser aderente para você. Mas o principal é conhecer profundamente a essência do seu negócio, os processos, e criar uma estratégia única para mudança de cultura da empresa.

Camila Farani

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