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Blog da Camila Farani

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As health techs vão literalmente salvar o mundo

Foi divulgado essa semana que o Google fechou uma parceria com a rede farmacêutica Sanofi para trabalharem juntas na otimização do mercado de saúde e tratamento. A gigante de Mountain View pretende usar toda sua tecnologia para ajudar especialistas da empresa francesa a encontrarem medicamentos e tratamentos personalizados para cada tipo de paciente. Isso será feito usando dados, inteligência artificial e a estrutura computacional do Google Cloud. Mas aí você se pergunta: o que o Google tem a ver com saúde?

A verdade é que usar a tecnologia a favor de temas como saúde, educação, problemas ambientais, vai além da estratégia. É prioridade da sociedade para avançarmos. Esse movimento do Google não é uma novidade. Eles já investem em uma startup de saúde chamada Verily, que utiliza dados para melhorar a saúde. Entre as invenções da startups estão lentes de contato inteligentes, em parceria com a Alcon, e o Study Watch, relógio que coleta dados.

Por que tanto interesse nesse setor? É fácil de deduzir: segundo pesquisa da Market Global Insights, o uso de inteligência artificial nesse setor deverá movimentar nos próximos 6 anos, mais de US$ 13 bilhões no mundo.

No Brasil, esse cenário não é diferente. Segundo o IBGE, entre 2010 e 2015, foram mais de R$ 546 bilhões movimentados nesse mercado, com projetos inovadores de empresas e das health techs, as startups de saúde. Com isso, grupos de investimento vêm mostrando mais interesse e a se especializando em biotecnologia. É o caso do GROW+, fundo gaúcho que criou um braço específico na área, o HEALTH+. Isso se evidencia a importância do crescimento dessa área.

As grandes empresas do setor também vem apostando em novos projetos. O tradicional Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por exemplo, abriu sua incubadora, em 2017. Essa ação do grupo desencadeou investimentos na casa dos R$ 500 mil em 12 empresas. Além disso, ainda firmou parceria com mais 25 negócios promissores.

Outro exemplo é o Grupo Fleury, que aportou US$ 2 milhões no fundo israelense Qure. A empresa entendeu o novo momento nesse mercado e as transformações que isso vai causar em curto prazo, e mudou totalmente seu foco de atuação para a inovação. Lançaram mais de 150 produtos para testes e estão aplicando a inteligência artificial no atendimento aos clientes.

Estamos falando de um mercado global que deverá crescer de US$ 23 milhões para US$ 32 milhões até 2023. E a inteligência artificial (IA) e o machine learning serão ferramentas essenciais nesse processo. Por outro lado, o aumento da tecnologia wearable (o que chamamos de tecnologia vestível, como óculos e relógios, entre outros) está permitindo o crescimento do fluxo de dados e informações dos pacientes em tempo real. E o melhor: já é realidade no dia a dia do cidadão comum, que está buscando mais saúde e bem-estar. O Google Glass pode não ter dado certo no passado, mas não duvido que a gigante tenha belos planos para ele no futuro.

Camila Farani

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