Que conteúdo deseja pesquisar?

Exemplo: startups, shark tank brasil, modelo de pitch

Blog da Camila Farani

Notícias e Conteúdos Exclusivos

A aventura da Lego

A grande maioria das pessoas que vê o sucesso da LEGO nas redes sociais e em todas as áreas onde a empresa atua não sabe que por muito pouco a LEGO não foi à falência.

E isso mostra que independente do tamanho da empresa, se a gestão do negócio não for alinhada com a essência do negócio, é muito difícil conseguir resultados positivos.

Além disso, esse case também mostra que mesmo em situações desfavoráveis, com as ações certas e coragem é possível reverter esse tipo de situação.

Momentos difíceis

Apesar da empresa já dar sinais de que as coisas não andavam bem, o que causou o declínio, e a quase falência da LEGO foram as tentativas de atender as necessidades dos novos consumidores.

Esse pensamento fez com que a empresa investisse, tempo, esforço e muito dinheiro em outras frentes, o que acabou não trazendo nenhum tipo de retorno positivo para o negócio.

Foi nessa época que a LEGO começou a investir em jogos eletrônicos, bonecos de ação que não tinham nenhuma ligação com a marca, e roupas e acessórios (!?).

Além desses investimentos, a empresa também investiu pesado na expansão do seu parque temático, que até então ficava na Dinamarca, e ganhou outras unidades nos Estados Unidos, Malásia e Reino Unido.

Assim, o resultado não poderia ser outro, que não a falta total de foco, queda nas vendas e aumento nos custos, a receita para o fracasso de uma das marcas mais conhecidas do mundo.

Mudança e recuperação

Depois de anos passando por uma grave crise de identidade, em 2004 as coisas começaram a mudar para a LEGO, principalmente pelo fato de que um novo CEO estava tomando a frente do negócio.

E essa foi a primeira vez que uma pessoa que não tinha nenhum grau de parentesco com o fundador da empresa assumiu o comando da empresa.

Jorgen Knudstorp chegou à empresa e se deparou com um negócio que estava em situação extremamente delicada, principalmente por não ter conseguido se adaptar as mudanças recentes, como a evolução no mercado de videogames e computadores, enquanto a internet ainda ganhava mais força.

Essa dificuldade de adaptação ao novo mercado custou muito caro para a empresa, que em 2003 apresentou uma queda de 26% nas vendas, por exemplo.

Diante desse cenário, Jorgen foi obrigado a iniciar um plano de recuperação agressivo que durou cerca de 4 anos, e resultou na demissão de quase 2.000 empregos.

Além disso, o volume de peças produzidas também foi reduzido, e peças foram eliminadas e áreas que não traziam lucro foram reavaliadas e eliminadas ou entregues para terceiros, no formato de licença para utilização da marca.

E depois de tudo isso, a LEGO fez o que deveria ter feito anos antes, e que sem dúvida teria evitado grande parte dos seus problemas.

De volta às origens

A empresa reuniu pesquisadores que acompanharam a rotina de dezenas de família nos Estados Unidos e na Europa, e chegaram à conclusão de que era preciso voltar às origens: o foco nos blocos de montar para crianças.

A partir daí, a empresa conseguiu se reinventar, sem deixar de lado a sua tradição que a fez ter fãs extremamente engajados, que fizeram o faturamento da empresa atingir níveis históricos.

Toda essa jornada da LEGO serve para mostrar como é possível ser uma empresa extremamente tradicional, e mesmo assim se reinventar para atender as necessidades e expectativas do seu consumidor.

Imagens: Wikipédia

Camila Farani

Entre em contato ou siga-me nas redes sociais