Com base no artigo anterior, onde falei sobre a Teoria de Campos Análogos, esse post tem por finalidade esmiuçar um pouco mais a teoria a fim de que possamos colocá-la em prática. O Wright Brothers Institute, em Ohio, emprega uma abordagem onde se utiliza de oficinas destinadas a resolver os problemas de inovação dos clientes, através da colaboração divergente.

Essas oficinas tiveram como base a teoria que as melhores ideias são obtidas por meio da conexão entre pessoas de uma ampla gama de áreas de conhecimento. O chefe de pesquisa e desenvolvimento da divisão de escadas rolantes do Schindler Group, um dos principais fornecedores globais de escadas rolantes e elevadores, Thomas Novacek, se tornou adepto da prática de recorrer a indústrias distantes, às vezes inusitadas, em busca de ideias inovadoras.

Em 2006, o executivo estava procurando soluções para os problemas de manobrar enormes escadas rolantes pré-montadas pelos cantos durante a instalação e encaixá-las em espaços apertados. Com a ajuda de Poetz, a pesquisadora dos campos análogos, convidaram 14 especialistas de áreas diferentes, incluindo uma estação de esqui e um fabricante de brinquedos para contribuir com ideias. Após o resultado, muitas dessas foram implantadas imediatamente. Uma envolve componentes que foram reduzidos em altura, largura e comprimento, que e podem ser facilmente unidos durante a instalação, como peças de Lego.

As experiências de Poetz e seus colegas, sugerem várias orientações para a busca e utilização de ideias de diversos especialistas :

1. Busque os criativos. Procure pensadores que mostrem alto grau de criatividade ou cujas necessidades recorrentes os levem a resolver problemas em suas próprias áreas de conhecimento ou atuação.

2. Fomente a interação. É importante possibilitar aos pensadores dos campos análogos a interação com as pessoas do mercado-alvo para que se familiarizarem com o assunto. Pode ser que venham inovações radicais, passíveis de serem temperadas pelo conhecimento que o especialista do mercado-alvo possui.

3. Articule a essência. Antes de iniciar a busca faça uma extratificação do cerne da questão. Limpe detalhes não essenciais para que você possa ver claramente os elementos estruturais profundos do problema. Após se faz necessário descrever o problema de forma que os pensadores de campos distantes possam entendê-lo.

4. Contemple a nebulosidade. Um elemento-chave do método de colaboração divergente, é que os participantes geralmente não sabem, até que termine o processo, quem é o cliente ou até mesmo qual é exatamente o problema. Isso ajuda a explorar as perspectivas dos participantes sem restrições. Cabe ao cliente transformar as ideias deles em soluções.

5. Procure campos mais avançados. Vise campos mais sofisticados tecnologicamente ou onde há mais coisas em jogo. Eles têm maior variedade do que outros de ofertar uma gama de ideias bem testadas.

Como empreendedores, vivemos em busca de soluções para os problemas de nossas empresas. Ao  aventurar-se por campos análogos, espere encontrar o inesperado e esteja pronto para ajustar algumas de suas ideias preconcebidas.

FONTE: http://startupi.com.br/2015/08/entenda-como-gerar-colaboracao-entre-campos-analogos-e-inovar-de-verdade/

By | 2017-02-22T22:45:56+00:00 fevereiro 20th, 2016|Sem categoria|